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Araruna, 17 de outubro de 2017 | COMO CHEGAR ATÉ NÓS ATRAVES DE SUA LOCALIZAÇÃO:
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História do Município

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Até o ano de 1947, quando foi fundado o Município de Campo Mourão, a região do noroeste do Paraná era formada pelos Municípios de Guarapuava e Pitanga, com o povoamento de Campo Mourão, iniciado muitos anos antes de sua elevação a município, e a colonização de uma das maiores e mais ricas regiões da hinterlândia paranaense. Peabiru foi a segunda comunidade a ser criada na zona do noroeste, por desmembramento de Campo Mourão.

A região, apesar de ser conhecida pelos espanhóis, logo após o descobrimento do Brasil, onde os Padres Jesuítas fundaram e mantiveram, por muitos anos, as célebres "reduções", era ainda quase totalmente desconhecida, servindo de habitat aos aborígenes, principalmente da grande tribo Caigangue, de que ainda existem alguns remanescentes.

Primitivamente foi Araruna conhecida pela denominação do Caminho de Peabiru que, segundo Romário Martins, era uma via de comunicação pré-colombiana a se estender por mais de duzentas léguas, da costa de São Vicente ao Rio Paraná, atravessando os Rios Tibagi, Ivaí e Piquiri, por onde os povos indígenas se comunicavam com o mar e com as regiões mais distantes do ocidente. Os Bandeirantes utilizavam-se do caminho de Peabiru em todas as direções da linha tronco e dos seus ramais. As viagens eram feitas pelo itinerário de São Vicente, Piratininga, Sorocaba, Botucatu, Tibagi, Ivaí e Piquiri, ou, ainda, pelo Tietê, atravessando o Paranapanema, nas proximidades da foz do Pirapó, subindo pela margem deste em direção ao Rio Ivaí até Campo Mourão. Por esse caminho transitaram, no século XVI, numerosas pessoas e expedições. Cabeza de Vaca e seus séquito militar, em 1541, passou por ali, quando em viagem para Assunção, no Paraguai. Em 1549, Johan Ferdinando, vindo de Assunção com destino a Santa Catarina, também seguiu o mesmo roteiro. Os companheiros de Hans Staden, em 1551, cruzaram o caminho de Peabiru; Ullrich Schimidel, em 1553, vindo do Paraguai para São Vicente o Padre Leonardo Nunes, Pedro Correia, João de Souza, Juan Salazar e Espinosa, Cipriano de Goes e Ruy Diaz Melgarejo, este último, governador de Vila Rica do Espírito Santo, cidade fundada pelos espanhóis em pleno sertão do Planalto Oeste do Paraná, pouco depois do descobrimento do Brasil, e muitos outros, atravessaram o território paranaense, pelo antigo Caminho de Peabiru. Citem-se, ainda, Diogo Nunes, na sua viagem ao Paraguai e ao Peru, Braz Cubas e Luiz Martins, que em 1562 vararam trezentas léguas de sertão. Tudo isso antes ou pouco depois de haver Tomé de Souza mandado obstruir, em 1552, o caminho que, da costa de Santa Catarina, ai atingir o Rio da Prata e que era um dos ramos da linha tronco de Peabiru.

Após a entrada dos Jesuítas no território de Guaíra, o Caminho de Peabiru foi dado como sendo percorrido por São Tomé, na sua peregrinação através da América, motivo porque passou a denominar-se Caminho de São Tomé. À margem desse caminho histórico, na região em que outrora se constutuiu o território imenso e desconhecido da província paraguaia de Guaíra, nos altiplanos do sertão paranaense, próximo às ruínas das ex-cidades espanholas conhecidas pelas denominações de Vila Rica do Espírito Santo e Ciudad Real del Guaira, destruídas no século XVII pelos bandeirantes paulistas, surgiu um pequeno povoado, que deu origem à atual cidade de Araruna. Naquela época já existia o Município de Peabiru, desmembrado de Campo Mourão, e Araruna formou-se em pleno território comunal de Peabiru, de onde seria desmembrado mais tarde, para se transformar em Município Autônomo.

Clasio Felipe Rodrigues (1923), Hipólito Myeskollske (1940), Antonio Rangon (1940), Umbelina Maria de Jesus (1940), Elena Riba Wonsik (1941), Zoraido Cazarin (1942), Angelino e Pedrinha Tonette (1942), Isidora Primão(1942), Vivina Casarin Maiolli (1943), Luíza Casarin de Oliveira (1944), Paulo Toledo, João Antonio Rodrigues, João Ribeiro, Ernesto Martins Tavare, João Martins Tavares, Sebastião Inácio Faria, José Maria de Faria, Joaquim Emídio de Faria, Amélio Manoel da Silva, Izidoro Pintro (1948), Carlos Pereira de Lima (1949), Iraci Alves (1950), Luiz Antonio Rosa (1950), Alberto Toigo (1951), Antonio de Souza Pereira (1951), Lau Badocco (1951), Abelardo Montenegro (1952), Etelvina Camargo (1952), Francisco Feitosa dos Santos (1953), Thereza Guarido Ryal Zawadzki (1956), foram os primeiros habitantes da localidade. Estes pioneiros, acompanhados das suas respectivas famílias, se instalaram à margem da Estrada da Boiadeira que conduzia para o Pôrto São José e para o Estado de Mato Grosso, e que era um caminho vicinal da antiga, história e pequena Estrada de São Tomé.

Estabeleceram-se no alto de uma colina, iniciando, imediatamente, a derrubada da floresta, para a cultura dos cereais próprios da região.

Observando a Inspetoria de Terras, do Departamento de Geografia, Terras e Colonização do Estado, que o povoado estava progredindo e que devia ter sua obra de urbanização coadjuvada pelo poder público, resolveu incluir no seu plano de urbanização das cidades do interior a nascente povoação de Araruna, cuja denominação foi dada pelo Sr. Sady Silva, funcionário daquele Departamento, em 1951.
Já no ano seguinte a cidade apresentava grande progresso. Colonos procedentes de diversas Unidade da Federação, como, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, etc., começaram a chegar ali, através de Guarapuava, Pitanga, Maringá e Campo Mourão, aumentando, extraordinariamente, as suas atividades. Iniciou-se a cultura do Café, do Algodão, do Arroz e de todos os produtos agrícolas propícios ao clima local, em alta escala.

Em 1952 a cidade contava com uma população estimada em 2000 habitantes e a zona rural, 16000 pessoas.
Gentílico:ararunense







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